O mercado da dança, especificamente da dança do ventre, exige tudo e mais um pouco de quem sonha em se profissionalizar; São cursos e aulas com determinadas bailarinas, Workshops com estrangeiras, Figurinos, maquiagens e acessórios caríssimos, Book fotográfico, Horas de divulgação na rede, Participação em festivais e concursos, Sem falar do tal corpo magro e cabelo longo...

Ingênuas, a gente acredita que vale a pena seguir "as regras", pois depois de investir todo o tempo e o dinheiro requisitado, com certeza seremos valorizadas e é aí que despencamos do camelo!!!

Não, minhas amigas, não seremos valorizadas! 

O mundinho da dança do ventre é muito pequeninho, é muito fechadinho, é muito enrustidinho... Ninguém alcança nada além da sua patota; Ninguém faz espetáculo com audições para participação de outras bailarinas; Ninguém troca workshop; Ninguém troca conhecimento, Não existe um fórum de discussão ou até mesmo um empenho, para ampliar o olhar sobre a dança no Brasil; Não existe diversidade, ou você dança como a maioria, ou tá fora; Não existe reconhecimento fora da mesmice. 

A verdade é que ainda estamos confinadas no harém. 

 #ProntoFalei