Se de fato compreendemos a dança como representação da vida, nada mais significativo que aplicar as fases do aprendizado ao desprendimento do ego, aprofundamento do controle da ansiedade e vivência do hoje pleno.

Cuma?

Quando começamos a aprender a arte de dançar com o ventre, o corpo permanece em seu estado rígido, temos a sensação de que os movimento são quase impenetráveis, contudo, como os aprendizados na minha vida, tudo tem seu tempo, nada novo de grande transformação entra assim logo de cara... Por isso nosso ego nesse estágio (e em todos os outros) deve permanecer "calado", nosso trabalho é ignorar seus apelos para perfeição.

Ao chegar no aprendizado intermediário, o corpo, a mente e as sensações de conquista governam a vontade de conhecer e desenvolver o máximo de conteúdo possível. Entretanto se permitimos que tal ansiedade tome conta, nada concretamente verdadeiro conseguiremos alcançar.

No último e permanente estágio de aprendizado só conquistamos o "nirvana dançante" se a cada dia esquecemos do que foi aprendido ontem e focalizamos toda a energia no que estamos aprendendo hoje!